Depois de a pizza ser considerada Património Imaterial da Humanidade da UNESCO em 2017, Itália vê agora toda a sua cozinha ser elevada ao mesmo patamar. Esta é a primeira vez que a gastronomia de um país passa a ser protegida pela organização.
A notícia foi anunciada nesta quarta-feira, 10 de dezembro, em Nova Deli, durante a 20.ª sessão do Património Cultural Imaterial. Segundo a UNESCO, a cozinha transalpina é uma “mistura cultural e social de tradições culinárias, uma forma de cuidar de si próprio e dos outros, de exprimir o amor e de redescobrir as próprias raízes culturais, oferecendo às comunidades um meio para partilhar a sua história e descrever o mundo que as rodeia”.
O feito foi resultado da candidatura a que chamaram “A Cozinha Italiana, Entre Sustentabilidade e Diversidade Biocultural” e que descrevia a gastronomia como um “mosaico que junta pratos locais, nacionais, familiares e ingredientes com origens diferentes”.
A UNESCO considerou, assim, elevar a Património Imaterial da Humanidade não um prato ou receitas, mas sim toda a cultura que se vive à volta da mesa em Itália, à forma como cozinham e apresentam a comida.
“Hoje celebramos uma vitória para Itália. A vitória de uma nação extraordinária que, quando acredita em si própria e sabe do que é capaz, é incomparável e pode surpreender o mundo. Viva a gastronomia italiana! Viva a Itália”, reagiu a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, quando soube do feito conseguido pelo País.
Esta é a primeira vez que uma cozinha é elevada a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, num todo. Além da pizza, o país europeu já tinha reconhecido a arte dos pizzaioli napolitanos, a caça às trufas, a viticultura de Pantelleria e a paisagem vínica de Langhe, Roero e Monferrato.
Ao ser elevada a este patamar, Itália tem agora a obrigação de proteger esta prática cultural e lutar contra produtos e receitas falsas. Para tal, precisa de apostar na investigação, na educação alimentar, em museus gastronómicos e arquivos da memória culinária.

LET'S ROCK






