Um mês depois do histórico concerto no Estádio da Luz, os Calema vêm à Amadora dar um espectáculo gratuito (22 horas), onde esperam “partilhar emoções fortes”, com o público que deverá encher a zona Norte do Parque Central, na abertura do Festival de Verão organizado pela Junta de Freguesia da Mina de Água.
“Queremos partilhar emoções com as nossas músicas, partilhar momentos de felicidade com o público da Amadora, cidade a que temos uma grande ligação, já que foi o primeiro contacto que tivemos em Portugal quando aqui chegámos”, contam à New in Amadora.
Os dois irmãos, António e Fradique, têm consciência que o concerto no Parque Central não terá nada a ver com o grandioso espetáculo do Estádio da Luz — afinal, os Calema foram os primeiros artistas lusófonos a esgotar a “casa do Benfica” —, mas assumem a sua “felicidade” por poderem “estar próximo das pessoas que não puderam ir ao estádio”.
“Queremos muito aquecer os corações dos nossos fãs”, afirmam António e Fradique, que estão a viver um sonho. “Sempre desejámos triunfar na música, mas nunca pensámos que seria assim”, dizem, acrescentando que o facto de serem irmãos “tornou tudo mais fácil, porque há uma cumplicidade e intimidade”.
“Os nossos objetivos sempre foram comuns e sempre nos divertimos muito a cantar. Queremos continuar a sorrir em palco e a levar mais longe a língua portuguesa”, sublinha a dupla, que continua a deter o título de primeiro grupo lusófono, não brasileiro, a ter uma canção em português com mais de 100 milhões de streams nas plataformas digitais.
“Sabíamos que a canção era boa, mas nunca nos passou pela cabeça que poderia vir a ser umas das mais ouvidas e com mais visualizações. De facto, o público recebeu o tema “A Nossa Vez” com muito carinho, e isso catapultou a nossa carreira para outro patamar. Estamos muito gratos por isso”, sublinham.
Sem revelarem o alinhamento para o concerto desta quinta-feira, os Calema sabem o bem o que os fãs esperam deles: uma hora e meia recheada de êxitos, sorrisos e empatia,
Longe vão os tempos em que, em casa, em São Tomé, e sem energia elétrica, os dois irmãos cantavam a noite toda à luz das velas, como contaram numa entrevista à NiT. “Naquela altura, quando não havia luz em casa, passávamos a noite à luz das velas e pegávamos na guitarra, cantávamos a noite toda. É uma imagem muito forte e isso marcou. Mas não víamos a música como algo grande, víamos como um passatempo”, algo que só mudou quando saíram de África e vieram estudar para Portugal.
O sucesso por cá foi rápido e a banda tem uma explicação: “Achamos que trouxemos boas energias e vibrações positivas, misturar ritmos e culturas”. Agora, garantem à New in Amadora, “o sonho não tem limites, por isso nunca colocamos barreiras no nosso trabalho”.

Preferem não fazer grandes planos. “A nossa música vai ir até onde for possível. O concerto do Estádio da Luz foi realmente uma experiência única e maravilhosa, que queremos repetir, seja em Lisboa ou em outra cidade”, afirmam.
A única promessa que fazem é trabalho e nunca desistirem dos sonhos. “Tudo é possível com trabalho e uma boa equipa ao nosso lado. Ser artista nacional ou internacional não tem a ver com o resultado final. O país tem público suficiente para encher estádios, se tudo for feito com qualidade e dedicação”.
Com 15 anos de carreira comemorados no ano passado, com uma digressão que incluiu dois concertos esgotados na Meo Arena, os Calema editaram cinco álbuns de estúdio e um álbum ao vivo: “Ni Mondja Anguené” (2010), “Bomu Kêlê” (2014), “A nossa vez” (2017), “Yellow” (2020), “Voyage — Part II” (2024) e “Ao vivo no Campo Pequeno” (2019).
Carregue na galeria e veja algumas imagens dos Calema em ação.








