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Cristina Branco vence Prémio José Afonso 2026 com “Mulheres de Abril”

O júri distinguiu por unanimidade o álbum da fadista, que revisita a obra de José Afonso quase 40 anos após a sua morte.

Já é conhecida a vencedora do Prémio José Afonso 2026. Cristina Branco, com o álbum “Mulheres de Abril”, editado em novembro de 2025, foi a grande vencedora da edição deste ano.

O júri, constituído por Sérgio Azevedo (presidente do júri, em representação da Câmara Municipal da Amadora), Pedro Teixeira da Silva (em representação do Teatro Nacional de São Carlos) e emmy Curl (vencedora do PJA 2025), decidiu atribuir por unanimidade o Prémio ao álbum da fadista.

O trabalho tem como objetivo dar destaque às mulheres que José Afonso cantou ao longo da sua obra, através de oito composições: “Endechas a Bárbara Escrava”, “De Não Saber o Que Me Espera”, “Canção do Desterro”, “Teresa Torga”, “Canção da Paciência”, “Mulher da Erva”, “Verdade e Mentira” e “Verdes São os Campos”.

De acordo com o júri, o elemento diferenciador foi a recriação dos temas de José Afonso numa homenagem singular. “Quase 40 anos após a sua morte, esta é uma das provas mais evidentes de como a sua música e o seu exemplo continuam a inspirar novas gerações de artistas, vindos das mais diversas áreas musicais e ligados às mais variadas correntes estéticas.” Em breve será anunciada a data da entrega do galardão, no valor de cinco mil euros.

Com quase 30 anos de carreira, Cristina Branco soma já 19 álbuns editados e inúmeros concertos por todo o mundo. A sua música tem o fado como base, mas também incorpora influências do jazz, da literatura e de outros universos musicais. O primeiro álbum, “Cristina Branco in Holland” (1997), revelou-se um sucesso. Seguiram-se “Murmúrios” (1998) e “Post-Scriptum” (2000), que lhe permitiram alcançar projeção internacional. Além disso, em 2016, o álbum “Menina” foi considerado o melhor do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

De acordo com a equipa da artista, “a sua premissa assenta na exploração do universo do fado em diálogo com outros géneros musicais, a partir de composições inéditas de Florentine Mulsant, Anne Victorino d’Almeida e Fátima Fonte, e textos de Gonçalo M. Tavares”.

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