Foi padre, inventor e um dos pioneiros da energia solar em Portugal. A partir de 21 de maio, o Museu da Amadora vai olhar para a vida de Padre Himalaya numa nova exposição temporária que junta História, Ciência e algumas das invenções mais curiosas do início do século XX.
“Padre Himalaya – Visionário e Inventor” inaugura quinta-feira, às 18 horas, no Núcleo Museológico do Casal da Falagueira. A mostra acompanha o percurso de Manuel António Gomes, sacerdote, cientista e inventor nascido em Arcos de Valdevez, em 1868, que ficou conhecido como Padre Himalaya devido à altura invulgar.
Durante a visita, será possível conhecer várias das experiências e projetos desenvolvidos ao longo da vida, sobretudo nas áreas dos explosivos e da energia solar. O investigador destacou-se pelo trabalho ligado às energias renováveis numa altura em que o tema estava longe de fazer parte das discussões do quotidiano.
Mais tarde criou a Himalaíte, um explosivo não poluente, e acabou por fixar-se na Amadora, onde deu aulas, apoiou a população local e continuou a desenvolver as suas investigações. Em 1908, tornou-se membro da Academia das Ciências de Lisboa e manteve o trabalho na área das energias renováveis até 1920.
Segundo a Câmara Municipal da Amadora, a exposição pretende homenagear uma das figuras mais marcantes ligadas ao concelho no início do século XX. A entrada é gratuita e a exposição poderá ser visitada até 9 de maio de 2027.








