Está a chegar a oitava edição do Amadora Mostra — Mostra de Jovens Criadores de Teatro, organizado pelo Teatro dos Aloés, uma companhia profissional que trabalha na Amadora, e que conta que com nomes consagrados como Elsa Valentim, Sofia de Portugal, Rui Mendes, José Peixoto, Jorge Silva, Luís Alberto, entre outros.
O Festival decorre apenas entre 23 e 27 de julho, mas os jovens criadores que nele quiserem participar, submetendo os seus projetos a concurso podem fazê-lo até ao dia 8 de junho.
“Num ‘palco’ geopolítico marcado por conflitos armados e pela urgência do diálogo, a oitava edição da Amadora Mostra convida a refletir sobre a persistência da guerra e/ou a fragilidade da paz”, explica o Teatro dos Aloés. Por isso mesmo, o tema central deste ano não podia ser atual: Guerra ou Paz.
Os projetos candidatos deverão estar obrigatoriamente relacionados com esta temática. As candidaturas devem ser enviadas por email para teatrodosaloes@nullsapo.pt.

Mudar mentalidades através do teatro
O Teatro dos Aloés foi fundado oficialmente em 2001 na Amadora por um conjunto de atores profissionais, que veem a cultura como uma forma de contribuir para uma mudança de mentalidades que consideram urgentes.
Numa recente entrevista à New in Amadora, a atriz Elsa Valentim, que integra a direção do grupo, tinha dito que “a cultura pode ser um veículo privilegiado de conseguir a solidariedade, de conseguir sociedades mais justas, porque a cultura, nomeadamente o teatro, é um espelho”.
“E nós, ao vermo-nos ao espelho, conseguimos eventualmente corrigir as nossas falhas, ter a utopia de um mundo melhor e de poder construir uma coisa mais digna para o ser humano”, afirmou na altura.
A atriz profissional, que os portugueses bem conhecem do teatro e do cinema, mas sobretudo da sua participação em séries e novelas portuguesas — “Anjo Selvagem”, “Doce Fugitiva” (TVI), “Golpe de Sorte”, “Sangue Oculto” (SIC) ou “Cuba Libre” ou “Crónica dos Bons Malandros” (RTP) — considera que a Amadora, “sendo um território multicultural, tem imensas potencialidades”. “Mas só se trabalharmos na multiculturalidade”, adverte.

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