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Prémio José Afonso regressa à Amadora com cinco mil euros para o vencedor

As candidaturas ao galardão criado para incentivar a música de raiz portuguesa já estão abertas. Saiba como concorrer.

A Amadora prepara-se para receber a 38.ª edição do Prémio José Afonso. As candidaturas estão abertas até ao próximo dia 28 de fevereiro e o álbum vencedor vai ser distinguido com um prémio no valor de cinco mil euros.

Promovida pela Câmara Municipal da Amadora desde 1988, a iniciativa presta homenagem ao cantor e compositor português, além de incentivar a criação musical de raiz portuguesa.

Autor do célebre “Grândola Vila Morena”, José Afonso foi um dos cantores mais revolucionários de Portugal. Nascido em Aveiro, em 1929, gravou o primeiro disco em 1958 e tornou-se um símbolo de resistência no final dos anos 60, através de uma intervenção política e musical ímpar.

Durante sua trajetória, passou por diversas áreas musicais, das baladas de Coimbra à música tradicional, além de música para teatro. Faleceu em Setúbal em 1987, mas até hoje continua a influenciar as novas gerações portuguesas.

Para participar no concurso, basta ter álbuns inéditos editados em 2025, que devem ter como referência a cultura, língua, história e música popular portuguesas. Os interessados devem entregar três exemplares de cada trabalho, em mão ou por correio registado, para Prémio José Afonso, Divisão de Intervenção Cultural, Animação Cultural nos Recreios da Amadora, na Av. Santos Mattos, n.º 2, Venteira, 2700–748.

Para decidir quem leva os cinco mil euros, há um júri, composto pelo músico e compositor Sérgio Azevedo, em representação da Câmara Municipal da Amadora, pelo maestro Pedro Teixeira da Silva, em representação do Teatro Nacional de São Carlos, e pela vencedora da edição do prémio anterior, Emmy Curl. Este irá deliberar durante o mês de março, e em abril será anunciado, durante uma cerimónia, o grande vencedor da 38.ª edição do Prémio José Afonso.

No ano passado, o prémio destacou o álbum “Pastoral”, de Emmy Curl (Prémio José Afonso 2025), enquanto em 2024 foi para “Hortelã”, de Maro (Prémio José Afonso 2024).

Carregue na galeria e recorde os últimos cinco vencedores do Prémio José Afonso.

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