A Amadora possui ricas origens arqueológicas, com vestígios de ocupação humana desde o Paleolítico, comprovando a importância da região ao longo da história. A Necrópole de Carenque, do Calcolítico, e vestígios romanos como o Aqueduto da Gargantada e a Villa Romana da Quinta da Bolacha são alguns dos exemplos de património arqueológico da Amadora, que tem sido trabalhado pelo Museu da Amadora.
É esse trabalho que pode ser visto gratuitamente a partir de segunda-feira, 30, em visitas livres às escavações arqueológicas da villa romana da Quinta da Bolacha (até 8 de agosto) e ao sítio romano do Moinho do Castelinho, de 21 de julho a 8 de agosto. Sempre de segunda a sexta-feira, entre as 9h30 e as 12h30 e depois das 14 horas às 15h30.
A villa romana da Quinta da Bolacha localiza-se na freguesia da Falagueira-Venda Nova e foi descoberta em 1979 no âmbito da prospeção que se realizava ao aqueduto romano identificado no Município da Amadora.
As descobertas na Falagueira
Ao longo de vários anos foram realizadas campanhas de sondagens que resultaram na descoberta de estruturas romanas preservadas pertencentes a uma villa, que chegam a atingir um metro de altura.
Com o desenvolvimento destes trabalhos arqueológicos foi possível, não só, propor uma área de implantação dos vestígios, com cerca de 31.200 metros quadrados, como identificar contextos selados integráveis nos séculos III a VI da nossa era, devido aos muitos materiais recolhidos.

Segundo o Museu da Amadora, “as estruturas correspondem, numa das áreas, a uma sala ampla de uma habitação construída no século III/IV, cujas paredes foram revestidas com estuques pintados, e que possuía um pilar central, igualmente, revestido a estuque pintado com banda vermelha e um dreno junto da parede”.
De futuro pretende-se alargar a intervenção, para melhor conhecer o espaço e a sua forma de ocupação, uma vez que esta se encontra num dos locais com ocupação contínua mais antiga da Amadora, a Falagueira.
Como curiosidade, refere-se, que nos contextos de revolvimento foram recolhidos vestígios de ocupação da Idade do Bronze, de época romana correspondentes ao século I/II e do período islâmico, conferindo-lhe, deste modo, uma elevada importância para a historiografia do concelho.

Dada a importância deste sítio arqueológico para o município, — uma vez que é a única villa romana descoberta na Amadora — foi proposta a sua classificação, pelo que se encontra classificada como Imóvel de Interesse Público pela Portaria n.º 740-DI/2012, de 24 de dezembro de 2012.
Moinho do Castelinho
Este sítio romano foi descoberto nos anos 60 do século XX, por António dos Santos Coelho, e tem sido objeto, desde 2011, de trabalhos arqueológicos, sob a responsabilidade do Museu Municipal de Arqueologia.
Até ao momento, foram identificadas duas fases de ocupação, uma correspondente a uma zona habitacional e outra a uma necrópole, com quase 30 sepulturas postas a descoberto, onde foram recolhidos materiais diversos, como lucernas e púcaros em cerâmica.
Durante as escavações foram encontrados fragmentos de taças e pratos em cerâmica de verniz negro e em terra sigillata, copos e taças em cerâmica de paredes finas, lucernas, ânforas, peças em vidro, ferramentas e utensílios em ferro e liga de cobre, e alfinetes de cabelo.
As visitas são gratuitas e não é necessária inscrição. Todas as informações podem ser prestadas por email (museu@nullcm-amadora.pt) ou por telefone (214 369 090).
A Necrópole de Carenque é um dos mais ricos testemunhos históricos da Amadora. Carregue na galeria e veja como se vivia no Neolítico e no Calcolítico.

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