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Centro Europeu dá recomendações para visitar Cabo Verde após morte de turistas devido a vírus

Desde setembro de 2022 foram detetados mais de 1.000 casos confirmados e prováveis de shigelose.

Em 2025, pelo menos quatro turistas morreram em Cabo Verde após terem adoecido durante a viagem e recebido cuidados médicos em hospitais locais. Todos eles sofreram problemas gastrointestinais na Ilha do Sal. O vírus contagioso foi identificado em turistas que estavam hospedados num hotel da cadeia espanhola Riu, com seis resorts em Cabo Verde. Depois de as notícias começarem a espalhar-se, no início de fevereiro, vários hotéis relataram estar a perder reservas. 

Agora, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) emitiu um alerta devido ao risco de infeções. Esta quarta-feira, 18 de março, partilhou várias recomendações para viajantes que queiram tirar férias em Cabo Verde.

“A probabilidade de viajantes contraírem Shigella ou outras infeções gastrointestinais quando visitam a região de Santa Maria, Ilha do Sal, em Cabo Verde, é moderada, dado que continuam a ser reportados casos e a origem da infeção ainda não foi identificada”, lê-se no site do ECDC.

A entidade confessa que deverão surgir mais casos até que a fonte seja identificada e sejam implementadas mais medidas de controlo. “A transmissão para países europeus não pode ser excluída, particularmente no caso da Shigella.”

Desde setembro de 2022 foram detetados mais de mil casos confirmados e prováveis de shigelose, além de outras infeções gastrointestinais como salmonelose. Os pacientes eram turistas que regressaram de Cabo Verde e partiram para vários países na Europa e Estados Unidos.

“A maioria das pessoas com shigelose e outras infeções gastrointestinais, incluindo a salmonelose, ficaram alojados na mesma cadeia hoteleira na região de Santa Maria, na ilha do Sal”, refere o ECDC. No entanto, não revela qual o hotel.

Embora tal não esteja confirmado, a informação que existe revela que a transmissão pode ser feita por “alimentos ou água, mas alguns casos de transmissão direta de pessoa para pessoa (via fecal-oral) também são plausíveis”.

Caso vá viajar para a ilha do Sal, deve lavar bem as mãos (especialmente antes de cozinhar, comer e após utilizar a casa de banho). Os alimentos também devem ser “bem cozinhados e servidos quentes”. Já os alimentos prontos a comer, incluindo também frutas e legumes não lavados, devem ser evitados.

A água, por sua vez, apenas deve ser consumida caso seja engarrafada ou fervida previamente. “Se ocorrerem sintomas como diarreia, febre ou cólicas estomacais durante ou após a viagem, procure imediatamente um médico”, lê-se.

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