A demência é, hoje, uma das condições mais temidas por quem vai envelhecendo. O declínio progressivo das funções cognitivas (superior ao envelhecimento normal), afeta a memória, a linguagem e a autonomia. Não foi ainda encontrada forma de evitá-lo, já que não se conhece totalmente o que pode estar na sua origem, mas a procura por soluções que ajudem neste processo é grande. E parece que um dos segredos está, curiosamente, no café.
A informação surge num estudo publicado a 9 de fevereiro e realizado ao longo de várias décadas, entre 1980 e 2023, com mais de 130 mil pessoas nos Estados Unidos. Chegou à conclusão de que o consumo diário de café ou chá com cafeína está associado a um menor risco de demência.
Ao longo do tempo, os participantes responderam a questionários sobre a sua alimentação e, depois, realizaram avaliações cognitivas. Isto permitiu acompanhar hábitos de consumo, diagnósticos de demência e alterações no desempenho do cérebro.
Os investigadores chegaram à conclusão de que aqueles que consumiam duas a três chávenas por dia tinham um risco entre 15 a 20 por cento menor de desenvolver demência. O grupo também teve um melhor desempenho nos testes de função cerebral.
“Não estamos a recomendar que pessoas que não bebem café comecem a beber. Para quem já consome, os resultados são tranquilizadores”, disse Yu Zhang, investigador do Mass General Brigham, responsável pelo estudo, à “NBC News”.
A investigação revela que os efeitos dos polifenóis e da cafeína contribuem para a redução da inflamação, do stress oxidativo e melhora a saúde vascular e metabólica. Este componente também está associado a menores taxas da diabetes tipo 2, que é um fator de risco para a demência. No entanto, Zhang garante que “o café, por si só, não é um escudo mágico”.
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