A nossa avó usava, a nossa mãe também e, claro, a nova geração não fugiu à regra. O creme de lata azul da Nivea faz parte da rotina de muitas famílias há décadas. No entanto, andámos a aplicá-lo mal durante todo este tempo.
Para usá-lo da melhor forma, há um truque bastante simples que até os especialistas recomendam: colocar uma pequena quantidade entre as mãos e esperar alguns segundos antes de espalhá-lo no corpo.
O calor dos dedos torna a fórmula mais maleável, permitindo que seja espalhada de forma mais uniforme. “Altera sobretudo as propriedades físicas e a viscosidade da formulação”, conta a dermatologista Marta Ribeiro Teixeira à NiT. A grande diferença está, então, na textura.
Há ainda uma segunda técnica que pode fazer diferença: a chamada “regra dos três minutos”. O hidratante deve ser aplicado nos primeiros três minutos depois do banho, quando a pele ainda está ligeiramente húmida.
A presença de água à superfície ajuda a reter a hidratação e a reduzir a perda de água por evaporação, contribuindo para a função de barreira cutânea e para uma pele mais confortável durante mais tempo.
Nas zonas que apresentam maior secura, como mãos, pés, cotovelos ou joelhos, a dermatologista recomenda uma camada mais generosa à noite. No caso das mãos e dos pés muito secos, é possível reforçar a hidratação com luvas ou meias de algodão depois da aplicação.
A fórmula do creme da Nivea é composta por agentes emolientes, humectantes e oclusivos. O óleo mineral, a parafina e as ceras criam uma película à superfície da pele que ajuda a reduzir a perda transepidérmica de água.
A glicerina aumenta o conteúdo de água do estrato córneo e o pantenol contribui para a hidratação e para a função de barreira da pele. Por estas características, a médica considera-o uma opção interessante para pele seca e para zonas que precisam de maior proteção, como mãos, cotovelos e joelhos.
A dermatologista aponta ainda outro motivo para a popularidade do produto: a capacidade de suavizar e amaciar a pele enquanto cria uma camada protetora. A textura rica e a sensação de conforto após a aplicação também contribuíram para que o creme atravessasse gerações e continuasse presente nas rotinas de cuidados da pele.
O efeito de suavidade após a aplicação está relacionado com a ação dos emolientes, que preenchem de forma temporária os espaços entre as células da camada mais superficial da pele. Ao mesmo tempo, os componentes oclusivos ajudam a limitar a perda de água. “O resultado imediato é uma pele mais macia, com mais firmeza, elasticidade e com um aspeto mais uniforme”, descreve Marta Ribeiro Teixeira.
Aproveite e leia o artigo da NiT para conhecer o aviso de Espanha sobre o creme da Nivea.
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