O dia estava frio na Falagueira, mas dentro da sede da Sociedade Filarmónica de Apoio Social e Recreio Artístico da Amadora (SFRAA), o ambiente rapidamente aqueceu. Ao som de música oriental suave e relaxante, nove alunos adultos entregaram-se à prática de Chi Kung, uma prática chinesa ancestral que trabalha a energia vital através do movimento consciente, da respiração e da atenção ao corpo.
Durante 45 minutos, os participantes executaram movimentos lentos e coordenados, pensados para fazer circular a energia e libertar tensões acumuladas. Não foi preciso muito espaço, nem grande esforço físico: a prática adapta-se a cada corpo e a cada limitação. Prova disso foi a presença de uma aluna com o pé partido, que realizou toda a aula sentada.
Entre os participantes estava Matilde Candeias, de 76 anos, praticante de Chi Kung desde novembro de 2025, altura em que as aulas começaram. Começou por pura curiosidade, mas os benefícios começaram a fazer-se sentir no dia a dia: o corpo ganhou mais agilidade, as tarefas diárias são feitas com mais facilidade e nota-se mais descontraída. A prática é tão positiva que não hesita em dizer que “toda a gente devia experimentar”.
Um complemento à medicina convencional
A aula foi orientada por Anna Almofrey, de 49 anos, professora de Chi Kung, hipnoterapeuta e empreendedora, com um percurso ligado ao bem-estar e às terapias complementares.
O seu contacto com o Chi Kung surgiu quase por acaso, através de um amigo que praticava esta disciplina. Na altura, sofria de fortes dores lombares e decidiu experimentar uma aula — terminou sem dores.
Mais tarde, durante um tratamento numa escola de medicina chinesa, encontrou um folheto sobre um curso de Chi Kung terapêutico. Inscreveu-se para benefício próprio, sem intenção de ensinar, mas acabou por desenvolver uma nova relação com o corpo e com a energia.
Para a professora, o Chi Kung é uma prática-base, que sustenta outras abordagens terapêuticas. “Trabalha a energia e coloca a respiração num ato consciente”, explica. Anna defende que, aliando uma alimentação equilibrada, exercício físico e boa hidratação, o Chi Kung funciona como uma forma de prevenção e um complemento à medicina convencional.
Quem pode participar?
A acessibilidade é um dos pontos fortes da prática: qualquer pessoa pode fazer as aulas de Chi Kung, com ou sem mobilidade, independentemente da idade ou da condição física. O espaço também não é um problema. A sede da SFRAA, na Falagueira, dispõe de várias salas que se adaptam ao número de participantes, com uma média de idades superior a 50 anos.
Anna Almofrey resume o Chi Kung de forma simples: “energia a fluir”. Para quem tiver vontade de experimentar, as inscrições podem ser feitas na secretaria da SFRAA. É possível fazer uma aula experimental, para quem tem dúvidas se quer continuar. As aulas acontecem todos os sábados, às 9 horas, e a mensalidade custa 25€.
O Chi Kung é indicado para todas as idades e tem o foco na promoção da saúde física e mental, através de movimentos suaves, respiração consciente e atenção plena.
A aposta em práticas como o Chi Kung reflete a visão da SFRAA, que acredita que o bem-estar da comunidade começa no acesso a cuidados de saúde de qualidade, próximos e personalizados.
A área da saúde da associação disponibiliza serviços especializados, assegurados por profissionais experientes. Estão disponíveis sessões de osteopatia, Pilates clínico e terapia da fala.
Carregue na galeria para ver algumas das imagens da aula de Chi Kung,

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