O Brooklyn Fitboxing marcou o início de um novo capítulo na vida de Jaime Rego. O jovem português atingiu os 156 quilos aos 18 anos e teve de fazer uma cirurgia de redução do estômago. Foi nessa altura que começou a dedicar-se aos treinos e às artes marciais.
Quando conheceu a escola de fitboxing, apaixonou-se pela modalidade. Agora, dez anos depois, além de professor, é o responsável da primeira unidade da cadeia em Alfragide.
“Quando descobri o Brooklyn, foi amor à primeira vista. Já fui treinador noutros clubes, fui subdiretor da unidade do Restelo e esta é a minha primeira unidade como diretor. É a concretização de um sonho”, conta.
Fundada em 2014 em Espanha, a rede de clubes já chegou a França, Itália, Colômbia e Brasil. Em Portugal, conta com 11 clubes, espalhados sobretudo pela Grande Lisboa. No próximo dia 16 de junho, abre portas em Alfragide.
47 minutos de treino
Todos os clubes seguem o mesmo conceito: 47 minutos de treino divididos entre força e cardio. “A primeira parte da aula é de força, em que usamos halteres e exercícios mais focados. Depois temos a parte cardiorrespiratória, a bater no saco”, explica Jaime.
Na componente de cardio, o treino é dividido em rondas de dois minutos, nas quais existe uma sequência específica de movimentos para executar ao ritmo da música. “Ensinamos golpes de boxe e kickboxing em que o principal objetivo é bater no saco de acordo com o ritmo da música.” Durante a aula, são trabalhadas várias componentes cognitivas e físicas, como a memória, a força e a coordenação motora.
Para a inauguração, o clube está a promover a aula experimental por 4,95€, com luvas e ligaduras já incluídas. Quem quiser aderir, existem opções de pacotes de aulas, tanto para quem não treina de forma regular, como de membro, para quem frequenta o espaço com mais assiduidade, com preços entre os 55€ e os 85€.
Segundo Jaime, o equilíbrio entre força e cardio é o que torna a modalidade tão interessante. Além disso, é um treino acessível à maioria das pessoas. “Trabalhamos com pessoas dos 14 aos 60 anos. Já treinei grávidas, mulheres no pós-parto, doentes oncológicos, pessoas sem uma mão ou sem uma perna. Todas conseguem fazer. É um treino que conseguimos adaptar, seja com menos carga ou com exercícios diferentes”, afirma.
As mulheres representam cerca de 80 por cento dos alunos do Brooklyn Fitboxing. Ali, sentem-se confortáveis e seguras, além de bem acompanhadas pelos instrutores. “Não têm outras pessoas a observá-las enquanto treinam, algo que em muitos ginásios pode ser desconfortável. E, mais importante, estão sempre acompanhadas por um instrutor.”
O sentido de comunidade é outro dos diferenciais do clube. Os alunos conhecem-se, os professores tornam-se amigos e a interação vai muito além do momento do treino. Na última sexta-feira de cada mês, por exemplo, realizam o Beer and Friends, um encontro que acontece após a última aula, às 19h30, para um momento de convívio.
“As minhas expectativas para esta nova unidade passam por construir uma casa. Um sítio onde as pessoas saibam quem sou, que eu saiba quem elas são, e onde possamos criar uma verdadeira família Brooklyn”, reforça.
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História que inspira
Jaime quer usar a própria história para inspirar outras pessoas. O professor sabe bem o que é sofrer com excesso de peso e ter dificuldade em manter-se ativo, mas é a prova viva de que é possível mudar.
“Nasci com vários problemas de saúde e tive de fazer um tratamento com cortisona para fortalecer o sistema imunitário durante cinco anos. Foi aí que ganhei peso de forma exponencial e tive de fazer uma cirurgia bariátrica”, recorda.
Após dez meses, perdeu 75 quilos e passou por cirurgias para retirar o excesso de pele do peito e da barriga. “Foram 200 gramas em cada peito e 1,5 quilos na barriga.”
Nessa altura, sentiu-se motivado a levar os treinos a sério e a especializar-se na área do fitness. “A arte marcial, juntamente com o treino físico, permite-me transmitir o meu exemplo e a minha força de vontade aos alunos. Todos conhecem a minha história, sou a prova de que há sempre uma volta a dar”.
Cuidar de si (e dos outros)
Além da energia dos treinos e do sentido de comunidade, o Brooklyn Fitboxing também conquistou Jaime pela forte componente solidária. A marca tem parcerias com a Associação Portuguesa Contra o Cancro, associações de proteção de crianças, organizações dedicadas à limpeza dos oceanos e projetos de reflorestação.
Através da pontuação dos treinos, os alunos podem contribuir para uma causa social. “Os nossos sacos estão equipados com sensores que analisam métricas de sincronização, para perceber se os alunos estão a bater ao ritmo da música, e também a força dos golpes”, explica. A partir da combinação dessas duas métricas, cada pessoa recebe uma pontuação, conhecida entre os fitboxers como “energia”.
Na aplicação, cada aluno pode escolher uma causa social e utilizar a sua pontuação em prol dessa luta. “É quase como um Game of Thrones. É escolhida uma casa — saúde, crianças, florestas ou oceanos — parte da pontuação é convertida em donativos que entregamos às instituições”, esclarece.
Para a unidade de Alfragide, Jaime quer continuar a reforçar os pilares do Brooklyn Fitboxing, com espírito de comunidade, energia e treinos em grupo, mas com ‘cuidado individualizado’.
A partir de 8 de junho, vai ser possível reservar a aula experimental na aplicação, já com o desconto aplicado. As aulas têm um limite máximo de 19 participantes e vão decorrer de segunda-feira a domingo, em horários distribuídos entre a manhã, a hora de almoço e a noite.
Carregue na galeria para conhecer o Brooklyn Fitboxing Alfragide.







