Portugal é um dos principais destinos da emigração da Guiné-Bissau e a Amadora é uma das cidades onde essa diversidade cultural mais se faz sentir. Com mais de 100 nacionalidades representadas, o município prepara-se para assinalar o Dia da Independência da Guiné-Bissau com dois dias de música ao vivo e pintura, numa celebração gratuita que vai levar a cultura guineense às ruas da cidade.
A Guiné-Bissau proclamou unilateralmente a independência de Portugal a 24 de setembro de 1973, em Madina do Boé, pela Assembleia Nacional Popular, após 13 anos de luta armada, mas o reconhecimento por parte de Portugal só chegaria a 10 de setembro de 1974. Agora, 53 anos depois, a Avenida da República, junto ao Parque Delfim Guimarães, vai transformar-se num ponto de encontro da cultura guineense nos dias 24 e 25 de setembro, com três artistas que vão juntar música ao vivo e pintura numa tela de grande formato, com três por dois metros.
A entrada é gratuita e o evento decorre entre as 15h30 e as 20 horas, com o artista plástico Nuno Ala Tambá, conhecido como Young Nuno, a pintar, ao longo dos dois dias, uma tela inspirada na cultura e na identidade guineenses. Natural de Bissau e atualmente a viver na Moita, o artista é autodidata e foi eleito Melhor Artista do Ano nos Best of Guiné-Bissau Awards, em 2024.
Além da pintura, os visitantes vão poder assistir a atuações de música tradicional da Guiné-Bissau. No dia 24 de setembro, sobe ao palco Braima Galissá, mestre da kora, um instrumento tradicional africano, e antigo compositor do Ballet Nacional da Guiné-Bissau. No dia seguinte, será a vez de Maio Coopé, compositor, cantor e percussionista, fundador do Gumbezarte e do Djumbai Jazz, que se apresenta com voz e percussão.
A iniciativa é promovida pela Libon, uma aplicação de telecomunicações e serviços digitais com especial presença em países africanos. Segundo Cassandre Goga, Trade Marketing Manager Europe da empresa, a ideia nasceu da vontade de estar mais perto da comunidade guineense numa data importante para o país. “para muitas famílias guineenses, manter o contacto com quem está longe é parte do dia a dia. Quisemos estar presentes num dia que é de celebração para esta comunidade, e fazê-lo na rua, ao lado das pessoas, com artistas que contam esta história melhor do que nós”.







