Durante vários anos, em toda a região da Grande Lisboa — e a Amadora não era exceção — a paisagem era dominada por moinhos de vento, que confirmam a forte atividade moageira que marcou, noutros tempos, a região, justamente considerada “o celeiro de Portugal”. Dos vários moinhos conhecidos no território da Amadora, a maioria não passa hoje de ruínas. Mas há exceções — como o Moinho do Penedo.
Situado na freguesia da Mina de Água, o edifício foi recuperado pela autarquia em 1998. Agora, este sábado, 8 de março, entre as 14 e as 17 horas, vai poder conhecê-lo ao pormenor numa visita guiada especial.
“O moinho é composto por uma estrutura de torre fixa circular, construída com a pedra basáltica da região, com dois pisos, o térreo e o de moagem, ligados por uma escada. A entrada e as janelas são constituídas por pedra calcária e no seu interior podemos observar os arganéis que serviam para fixar o capelo”, explica o Museu da Amadora, onde está integrado o Núcleo Museológico do Moinho do Penedo.
A chamada Cintura Moageira Pré-industrial de Lisboa, composta por mais de uma centena de moinhos de vento, chegou a produzir entre 21 e 32 mil toneladas de farinha por ano, que se destinava sobretudo a suprir o grande défice de pão que existia na capital.
Quem quiser participar na iniciativa deve inscrever-se através do número de telefone 214 369 090. Embora a visita seja gratuita, “vão poder ver o moinho tal como ele era quando estava em atividade, até porque foi recuperado. Estão lá muitos dos artefactos e objetos que existiam na altura”, afirmam os responsáveis do Museu à New in Amadora.
Além do Núcleo Museológico do Moinho do Penedo, o Museu da Amadora integra o Núcleo Museológico do Casal da Falagueira – núcleo sede e do Núcleo Museológico da Necrópole de Carenque e a Casa Roque Gameiro, que têm visitas guiadas frequentemente.

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